Proprietário educado, animal feliz

Os animais são reflexo dos donos. Isso é o que garante o especialista em comportamento canino e autor do livro “O Encantador de Cães”, César Millan. Mexicano, radicado nos Estados Unidos e fundador do Centro de Psicologia Canina, em Los Angeles, ele ainda apresenta o programa “Dog Whisperer”, do National Geographic Channel, e adestra cães de celebridades. Millan revolucionou o adestramento de cachorros e salienta que seu trabalho é baseado em reabilitar bichos e treinar pessoas.

Essa filosofia tem sido a inspiração para diversos adestradores pelo mundo. E o entendimento de que quem precisa de educação é o tutor do animal tem mudado a maneira de conduzir a situação.

Mesmo morando em uma casa espaçosa, a administradora de marketing Adriana Torres Ferreira, dona de cinco cães e duas gatas, começou a ter problemas com a vizinha do imóvel ao lado.

Sempre tomando todos os cuidados para que a convivência entre os animais e humanos seja amigável, há algum tempo ela observou que uma de suas cadelas, Meg, estava latindo muito. Ciente de suas responsabilidades, Adriana buscou ajuda profissional para controlar os latidos.

Procurei um terapeuta canino, aumentamos os passeios e as brincadeiras. Estamos usando a coleira anti-latido. Eu era totalmente contra, mas o terapeuta me assegurou que não faz mal algum”, explica.



Soluções

A colera anti-latido é um dos métodos possíveis para controlar cachorros que latem compulsivamente. Segundo o adestrador Luiz Paulo, o equipamento apita e dá um leve choque para assustar o animal que, condicionado, entende que latidos não são a maneira correta de agir.


No entanto, o adestrador garante que se o tutor não mudar alguns comportamentos, o cão não irá responder ao adestramento. Na maioria das vezes, é necessário que o proprietário também tenha que ser disciplinado para mudar os hábitos do bicho de estimação.

“Na cabeça do cachorro, ele faz parte de uma matilha e se o líder, o humano, não demonstrar segurança em suas atitudes, o animal sente que pode ocupar a função de liderança e aí começam os comportamentos inadequados, como latidos, bagunça, xixi em locais errados e até mesmo um ataque de fúria”.

De acordo com a presidente da organização não governamental (ONG) Cãopartilhe, Christiane Oliveira, nenhum animal é bom ou ruim para conviver bem em sociedade. Eles apenas precisam de tratamentos específicos e pulso na criação.

“São como crianças e precisam de limites. O que não pode acontecer, jamais, é que uma pessoa abandone um animal por achar que está tendo trabalho ou problemas demais. Para tudo há uma solução”, garante.

A presidente lamenta a falta de informação, que acaba prejudicando o bicho. “A pessoa assume a criação de um animal, mas não pensa que tem um papel a cumprir. Na ONG, nós vemos casos de pessoas que desistiram antes mesmo de tentar. Os cães respondem bem aos treinamentos e podem se tornar ótimos companheiros se forem educados da maneira correta. Quem tem um animal tem uma responsabilidade”.

No entanto, ela alerta para o limite entre a educação e a intolerância entre vizinhos. “O cão latir é normal. O que não é normal é ele latir a todo momento. Ele pode estar com alguma neurose. Porém, um vizinho não pode implicar com o outro somente porque um animal faz barulho de vez em quando. Ou então porque uma hora ou outra bate um cheiro de xixi. Tem que saber pesar se realmente há um problema, pois o animal também pode estar passando por maus-tratos e, nesse caso, cabe até denúncia na polícia”, orienta.

Donos de animais podem recorrer a medidas para educar e acalmar mascotes
http://www.otempo.com.br/pampulha/noticias/?IdNoticia=9841
Letícia Murta

Fonte: http://www.abcanimal.org.br/noticias/proprietarioeducadoanimalfeliz.html

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