Aromaterapia para uso em animais

Foto: Divulgação

O exercício da arte de tratar animais começa com o processo de domesticação dos lobos, pelo homem primitivo – seres humanos têm domesticado lobos há, aproximadamente 100 mil anos, e mais intensamente entre 19 e 30 mil anos, praticando a seleção artificial.

O mais antigo registro documental de tratamento de animais que se tem notícia, data do século XVIII a.C., e é egípcio – é o “Papyrus Veterinarius de Kahoun” que, fazia referência à medicina animal. Indicava técnicas de diagnóstico, sintomas e tratamento de várias espécies animais com plantas e ervas.

O tratamento através dos cheiros é muito antigo. Na pré história, hominídeos já queimavam madeira e folhas para agradar os deuses com aromas.


Na América pré hispânica, todas as culturas existentes, deixaram testemunhos do uso de plantas aromáticas com fins curativos e rituais. A utilização de óleos essenciais é muito antiga.

Há alguns milhares de anos, ervas aromáticas, bálsamos e resinas vêm sendo utilizados para embalsamar cadáveres em cerimônias religiosas e nenhum documento que ateste esse uso foi ainda encontrado.

Aromaterapia é o tratamento através dos cheiros, das fragrâncias. A ação terapêutica se dá através dos óleos essenciais (óleos essenciais são compostos voláteis extraídos das plantas) e acontece num nível mais elevado, mais sutil que o da planta inteira ou seu extrato, tendo, um efeito pronunciado sobre o físico, a mente as emoções e os campos energéticos. Aromaterapia é um ramo da Osmologia ciência que se ocupa do estudo do olfato e das partículas que, dispersas no meio, são captadas por células especiais, sendo interpretadas como cheiros pelo cérebro.

Os conceitos da Aromaterapia para uso em Animais estão fundamentados na visão holística de tratamento – a percepção do Universo e do bicho como um todo harmonioso e indivisível. A saúde holística objetiva o bem estar do ser total, não limitada aos sintomas da enfermidade. Ela está baseada na suposição que corpo, mente, emoções e espírito formam uma unidade indivisível e que o desequilíbrio em um desses níveis causa a doença.

Atualmente a Aromaterapia é uma técnica reconhecida e empregada em muitos países como um método extremamente eficaz de tratamento: na Inglaterra e França, por exemplo.

A Aromaterapia, sendo uma terapia holística complementar, não substitui a consulta com o médico veterinário.

De uma forma geral, as terapias holísticas possuem um efeito bem rápido e efetivo nos animais. No caso da Aromaterapia, os animais por terem o olfato muito mais desenvolvido que o dos humanos, respondem muito bem ao tratamento. A absorção dos óleos se dá pelo olfato e através da pele (tato). As ramificações dos nervos olfativos na cavidade nasal de um cão, por exemplo, ocupam 160 centímetros quadrados e no homem ocupam 5 centímetros quadrados. As células olfativas, no homem, são em número de 5 milhões – em um pastor alemão, por exemplo, são 220 milhões. O olfato nos gatos também é muito desenvolvido. Os gatos possuem um órgão chamado vomeronasal no céu da boca que os ajuda a identificar odores. É como se sentissem o gosto do cheiro. É considerado o segundo sistema olfativo do gato.

Óleos Naturais e Óleos Sintéticos:

Além dos óleos voláteis obtidos de plantas (fitogênicos), produtos sintéticos são encontrados no mercado. Na Aromaterapia somente os naturais são usados. Existe uma diferença enorme na composição química dos óleos naturais e dos sintéticos, o que impede seu emprego quando se trata de Aromaterapia, pois o uso pode além de não resolver o problema, ocasionar sérias alergias e intoxicações; na psicoaromaterapia, como o produto sintético não carrega consigo a essência vital da planta não produz efeitos; e, os efeitos energéticos se dão não só pelo aroma, mas também pela frequência vibracional e memória que eles carregam.

Alguns cuidados na utilização dos óleos essenciais em animais:

- não usar óleos essenciais perto dos olhos, perto do nariz nem nos genitais do animal;

- se, mesmo com todo cuidado, o óleo essencial penetrar no olho do bichinho, nariz ou genitais, colocar algumas gotas de óleo vegetal (óleo de semente de uva, óleo de gergelim, etc.) em uma gaze esterilizada e aplicar suavemente no local – não lavar;

- manter os frascos fora do alcance de crianças e de animais – alguns óleos são tóxicos;

- não dar óleos essenciais oralmente para animais. A legislação brasileira não permite;

- os óleos essenciais podem ser usados em quaisquer animais: cães, gatos, cavalos, ferretes, ratinhos brancos, coelhos, bois, cabras, hamsteres, animais silvestres, animais selvagens etc.. O que pode variar é a quantidade a ser usada de cada óleo, em relação ao tamanho e sensibilidade do animal;

- para vaporizar ambientes usar álcool de cereais;

- no caso de vaporizar o animal usar água destilada (não usar álcool de cereais), protegendo os olhos do bicho.

Cuidados na aplicação dos óleos essenciais em animais:

-para animais, é importante estudar características e comportamento da espécie, ambiente onde vive o animal e temperamento individual;

- alguns óleos são contra indicados em fêmeas prenhes;

- alguns óleos são fotossensibilizantes, principalmente os cítricos. O animal não deve ser exposto ao sol por um período de até 12 horas após a aplicação do óleo, principalmente suínos (suínos são animais que possuem sensibilidade ao sol igual a dos seres humanos);

- alguns óleos são tóxicos – só devem ser recomendados por terapeuta devidamente habilitado, que saberá recomendar a posologia e frequência corretas;

- alguns óleos podem irritar a pele de animais sensíveis;

- alguns óleos podem provocar convulsões em animais epilépticos;

- alguns óleos não devem ser utilizados conjuntamente com homeopatia (podem inutilizar o efeito da homeopatia).

Formas de utilização dos óleos essenciais em animais:

A forma de indicação terapêutica e os óleos a serem utilizados ficarão a critério do terapeuta, baseando-se na tabela das propriedades dos óleos essenciais e vegetais (carreadores). Para os animais, as formas mais comuns de aplicação são:

Inalação direta: a inalação pode ser considerada a forma mais segura para o emprego da Aromaterapia. Nos tratamentos por inalação, a mais eficaz, é a inalação direta. O tutor pode colocar 2 gotas do óleo essencial na caminha do animal na hora de dormir;

Inalação por difusão: os difusores podem ser elétricos, à vela ou pastilhas. Exemplos de difusores ou aromatizadores: difusores por evaporação; aromatizadores elétricos (similares aos que repelem insetos – as pastilhas são impregnadas com os óleos essenciais); difusores por dispersão a frio (os óleos essenciais são bombeados no ar, sob pressão); pulverização (com spray ou borrifador);

Banhos: na água e na última água de enxágue;

Compressas: para lesões: compressa morna; compressa quente para dor de ouvido, abscessos, dores, etc.;

Cataplasmas: emplastro de argila ou farinha aplicado entre dois panos, para fornecer mais calor, por mais tempo do que a compressa quente;

Pomadas: podem ser preparadas para caso de dores de coluna ou musculares;

Massagens: A massagem é uma ótima forma de aplicação dos óleos essenciais embora a quantidade de produto aplicado e absorvido seja bem menor que na inalação, por exemplo. De qualquer forma, a aplicação dos óleos em forma de massagem traz uma eficácia grande para o animal – maior interação entre ele e o tutor. Os óleos neste caso devem ser preparados com óleos vegetais (carreadores). O óleo vegetal mais usado para animais é o óleo de semente de uva, por não ser excessivamente oleoso, ter boa penetração e ser quase inodoro.

* Alerto que a Aromaterapia, como toda terapia holística, deve ser recomendada por profissional capacitado. A Aromaterapia não substitui o tratamento do médico veterinário, que é o profissional que dá o diagnóstico, isto é, identifica a doença do animal.

Alerta!
Óleos essenciais são inflamáveis! Manusear longe do fogo!
Óleos essenciais são solventes! Manter longe de plástico ou madeira!

MARTHA FOLLAIN
Fonte: http://www.anda.jor.br/16/01/2015/aromaterapia-animais

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