Aprendendo a nos relacionar com os cães

Antes de tudo, gostaria de agradecer a equipe do Eu Amo Cães.com, por proporcionar-me a oportunidade de continuar a escrever os artigos. Estive afastado de minhas atividades literárias por alguns longos meses, uma vez que agora tenho dois lindos meninos para cuidar. Quem é pai ou mãe sabe o quanto estes pequenos na fase inicial de suas vidas demandam um bom tempo entre atenção e cuidados.

Por falar em atenção e cuidados, por trabalhar diariamente com cães e a cada dia mais ir me especializando em comportamento animal, não posso deixar de notar algumas comparações entre lidar com as crianças e os cães. Ambos são atentos aos detalhes, e aprendem observando. Também repetem o que mais lhes agradam e lhes dão prazer.

Li certa vez que um cão adulto pode atingir uma capacidade cognitiva de uma criança com até três anos de idade. Sendo assim, ser pai (ou mãe) de bebês pode ajudar muito na hora de lidar com os cães, e vice-versa.


Acima de tudo, algo deve estar sempre em evidência: É preciso manter sempre a calma, o que às vezes não é fácil. Está provado que os cães percebem o mundo e o sentem. Isso nos dá a chance de constatar que cães com “boas influências” são capazes de se tornar indivíduos plenos em suas faculdades psico-emocionais.

Não é da noite para o dia que um cachorro vai aprender a se comportar como tal e da forma que desejamos: fazendo xixi e cocô no lugar certo; sabendo esperar a refeição com calma; andando normalmente pelas ruas com os donos, etc. Assim como eles, não é da noite para o dia que nossos bebês aprendem a comer; a andar; e a fazer as necessidades nos lugares certos. É preciso ter paciência e muito amor ao ensiná-los o que pode e o que não pode, o que é certo e o que é errado.

É óbvio que a maneira de tratar nossos bebês diferencia-se da forma que tratamos nossos cães. É preciso que seja assim. É saudável tanto para um quanto para outro. Caso a maneira de lidar com os cães se assemelhe com a forma que tratamos nossos bebês, de médio a longo prazo, teremos cães que não sabem se são cães de fato ou se são “bebês”.

O carinho, o afeto, a atenção e o amor devem estar sempre presente em nossas relações inter e intra-especificas. Contudo, um cão sadio sabe que é um cão e qual é o seu lugar na família. Um cão não sadio tende a dar dores de cabeça aos donos. Um cão não existe para dar dor de cabeça, mas para ajudar o homem a ser mais humano, uma vez que ele saiba que é cada vez mais cão.

Por Flávio Nunes
Fonte: http://www.euamocaes.com/2015/01/aprendendo-nos-relacionar-com-os-caes.html

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