Leishmaniose

As leishmânias são transmitidas para os humanos a partir da picada de dípteros que se contaminam de outros humanos infectados, como no caso do calazar indiano; ou a partir de vertebrados não-humanos, como o cão, a raposa e o chacal, que funcionam como reservatórios do parasita. O inseto transmissor pertence ao gênero Lutzomyia, nas Américas, e Phlebotomus, no restante do mundo. Durante o repasto sangüíneo a fêmea do flebotomíneo ingere macrófagos parasitados por leishmânias que, no intestino do mosquito, seguem o ciclo necessário para o seu desenvolvimento. Posteriormente ocorre a contaminação de seres humanos e animais pela picada do mosquito infectado.

A Leishmaniose Visceral Canina (LVC) pertence ao complexo das leishmanioses, que se caracterizam por um conjunto de síndromes complexas e multifacetadas causadas por diversas espécies do gênero leishmânia, transmitidas por insetos vetores que afetam tanto seres humanos como animais domésticos e silvestres, e estão distribuídas por todos os continentes, com exceção da Oceania e da Antártida.

O cão é o principal reservatório da leishmaniose visceral no Velho e no Novo Mundo. De forma geral, a enzootia canina tem precedido a ocorrência de casos humanos e a infecção em cães tem sido mais prevalente do que no homem em todo o país.

A transmissão das leishmânias ocorre principalmente a partir da picada do inseto vetor contaminado. A L. infantum pode ser transmitida, ainda, por meio de transfusão sanguínea e acidentes de laboratório. A transmissão congênita ou pelo coito não foi descrita em cães, embora alguns pesquisadores considerem essa possibilidade As leishmânias são transmitidas para os humanos a partir da picada de dípteros que se contaminam de outros humanos infectados, como no caso do calazar indiano; ou a partir de vertebrados não-humanos, como o cão, a raposa e o chacal, que funcionam como reservatórios do parasita. O inseto transmissor pertence ao gênero Lutzomyia, nas Américas, e Phlebotomus, no restante do mundo. Durante o repasto sanguíneo a fêmea do flebotomíneo ingere macrófagos parasitados por leishmânias que, no intestino do mosquito, seguem o ciclo necessário para o seu desenvolvimento. Posteriormente ocorre a contaminação de seres humanos e animais pela picada do mosquito infectado.



Para maiores informações a respeito da vacina LEISHMUNE consulte o site:
http://www.leishmune.com.br/download/manual/manual.leishmune.pdf

1. O que é Leishmaniose Visceral?
A Leishmaniose Visceral é uma doença grave e fatal, tanto para o cão, quanto para o homem. É causada pela Leishmania, um protozoário flagelado, presente em grande parte do mundo.
A Leishmaniose Visceral é reconhecida, atualmente, como uma das mais importantes zoonoses (doenças transmitidas dos animais para os seres humanos) pela Organização Mundial de Saúde (OMS), sendo o cão, o principal reservatório de infecção para o homem.
A doença constitui-se em sério problema de saúde pública e vem se intensificando nos centros urbanos.

2. Qual a prevalência da Leishmaniose Visceral?
A Leishmaniose Visceral, hoje, ameaça cerca de 350 milhões de homens, mulheres e crianças em 88 países do mundo. Segundo a OMS, são notificados, anualmente, 500 mil novos casos. No Brasil, ocorrem surtos de Leishmaniose com uma freqüência significativa. A doença está distribuída em 22 dos 27 estados do país, atingindo quatro das cinco regiões brasileiras. O Ministério da Saúde informa a ocorrência de 2 a 3 mil casos de Leishmaniose Visceral por ano. Estima-se que, para cada caso humano, há uma média de 200 cães infectados. Pergunte ao seu Médico Veterinário qual é a prevalência da Leishmaniose Visceral em sua região.

3. Como o meu cão pode se infectar com a Leishmaniose Visceral Canina?
A Leishmaniose é transmitida ao cão pela picada de um mosquito do tipo flebotomíneo (mosquito palha, birigui ou cangalhinha), infectado com o protozoário. Diferente de outros mosquitos, o birigui não necessita de água parada para o desenvolvimento de suas formas larvárias, dificultando o seu controle e, conseqüentemente, favorecendo a transmissão da doença. Após a picada, o protozoário atinge a circulação sanguínea do cão e invade as células, iniciando sua replicação.
A partir do momento em que o cão possui a Leishmania em sua corrente sanguínea, passa a ser fonte de infecção para os mosquitos, que por sua vez, podem contaminar outros cães e os seres humanos.

4. Quais os sintomas que um cão com Leishmaniose Visceral Canina pode apresentar?
Os sintomas são bastante variáveis. São comumente observadas lesões de pele, acompanhadas de descamações e, às vezes, úlceras, além de depressão, apetite diminuído e perda de peso. Alguns cães apresentam um crescimento exagerado das unhas e também dificuldade de locomoção. Em um estágio mais avançado, há o comprometimento do fígado, baço e rins, podendo levar o animal à morte.
Devido à variedade e à falta de sintomas específicos, o Médico Veterinário é o único profissional habilitado a fazer um diagnóstico preciso.

5. Como a Leishmaniose Visceral Canina pode ser prevenida?
O combate ao mosquito, com o uso de inseticidas no ambiente e de repelentes nos cães, associado às práticas de educação da população em relação à posse responsável e controle da natalidade canina, identificação rápida e controle dos reservatórios e emprego de medidas de saneamento básico eram, até então, as únicas medidas de controle da enfermidade. Atualmente, entretanto, já existe uma vacina disponível que protege os cães, evitando o desenvolvimento da doença.
Desta forma, a vacinação é particularmente importante nos animais que vivem em áreas de grande incidência da doença que, durante o programa vacinal, deve ser associada às demais medidas de controle da enfermidade descritas acima.

6. Como foi desenvolvida a Vacina Leishmune?
A vacina Leishmune foi desenvolvida pela equipe da Profa. Dra Clarisa B. Palatnik de Sousa, da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ). O desenvolvimento da vacina conta com 23 anos de pesquisa, sendo os últimos 5 anos realizados em parceria entre a UFRJ e a Fort Dodge, líder mundial em vacinas para cães e gatos produzidas com tecnologia de ponta, que permitira à empresa lançar produtos únicos e inovadores como: GiardiaVax, a primeira vacina mundial contra a Giardíase canina, e West Nile Innovator, a primeira vacina mundial contra o vírus do oeste do Nilo (que vem matando pessoas e cavalos nos EUA e outras partes do mundo); entre outros (retirar “entre outros”). Esta parceria resultou no aprimoramento do produto e no seu desenvolvimento em escala industrial.

7. Qual a proteção conferida pela Leishmune?
Inúmeros estudos realizados em áreas de grande incidência da doença demonstraram que a vacina confere proteção de 92 a 95%. Ou seja, de cada 100 cães vacinados, 5 a 8 animais não irão desenvolver resposta imunológica adequada, permanecendo, assim, suscetíveis à doença.
Como toda vacina, a resposta adequada e conseqüente proteção do animal, é diretamente relacionada à competência imunológica individual.

8. Qual o programa de vacinação preconizado para a Leishmune?
O programa indicado é o uso da vacina em cães sadios e soronegativos para Leishmaniose Visceral Canina, a partir dos 4 meses de idade. O protocolo completo de vacinação é composto por 3 doses, respeitando um intervalo de 21 dias entre as aplicações. A revacinação deverá ser feita 1 ano após a primeira dose e repetida anualmente, proporcionando a manutenção da resposta imune.
O cão só é considerado protegido 21 dias após a terceira dose de Leishmune. Portanto, é possível o cão infectar-se durante o programa de vacinação e até mesmo alguns dias após a 3a dose, caso seja picado por um mosquito infectado. Neste caso, a vacinação não impede o desenvolvimento da doença, nem o aparecimento dos sintomas.

9. Posso vacinar um cão com teste positivo para a Leishmaniose Visceral Canina?
Não. Segundo as indicações de bula, a vacina deve ser usada somente para a prevenção da Leishmaniose Visceral Canina e não como tratamento. Por isso, é necessária a realização do teste sorológico previamente à vacinação, para que apenas cães sadios e livres da infecção sejam vacinados.

10. O que o cão pode apresentar depois da aplicação da vacina?
Cerca de 25% dos cães podem responder à vacinação demonstrando dor e/ou inflamação transitória no local da aplicação, que geralmente regridem em poucos dias. Os animais vacinados também podem apresentar depressão e falta de apetite, durante alguns dias após a vacinação.
Em estudos realizados, pôde ser observado que raças de pequeno porte são geralmente mais sensíveis à dor no local da aplicação.

11. A vacina Leishmune pode provocar a Leishmaniose?
Não, uma vez que além de se tratar de um produto inativado, a vacina é composta apenas por uma subunidade da Leishmania.
Na verdade, trata-se de uma vacina produzida com tecnologia especial, que emprega apenas uma das estruturas do protozoário, capaz de induzir uma resposta imunológica eficaz e duradoura.

12. Para que serve o Atestado de Vacinação da Leishmune?
O atestado é um registro do programa completo de vacinação de cada cão. Nele, constam todas as informações referentes a:
- Exame de diagnóstico prévio;
- Datas das vacinações;
- Comum acordo do Médico Veterinário e do proprietário em relação ao esquema de vacinação;
- Este atestado é composto por 2 vias: uma ficará com o Médico Veterinário e a outra com o proprietário do cão.
É importante lembrar que o cão vacinado desenvolve anticorpos protetores contra Leishmaniose, tornando-se soropositivo. O Manual de Vigilância e Controle da Leishmaniose Visceral do Ministério da Saúde prevê que, em inquéritos epidemiológicos, os cães soropositivos para Leishmaniose Visceral Canina devem ser sacrificados. Os inquéritos epidemiológicos são realizados de acordo com as normas municipais.

1o. Informe LEISHMANIA: DOENÇA SOCIAL: A PBH e a Leishmaniose
"HOJE O GRANDE MEDO É A LEISHMANIOSE, MAS, CUIDADO: NEM TUDO É LEISHMANIOSE, POIS A DOENÇA DO CARRAPATO PODE INDUZIR A UM RESULTADO POSITIVO ENGANOSO PARA ESSA DOENÇA, O QUE CHAMAMOS DE FALSO POSITIVO."

Esta é a afirmação do DOUTOR MÁRCIO BRASIL, diante da constatação de que muitos dos exames de sangue realizados pela Prefeitura de Belo Horizonte "apresentam resultado positivo, por estarem os cães com a doença do carrapato". Ainda segundo o conceituado veterinário, "por não ser esse exame da Prefeitura uma cultura adequada, têm-se condenado animais que na realidade não estão infectados pela leishmania".

"A leishmaniose é transmitida ao cão pela picada de um mosquito do tipo flebotomíneo (mosquito palha, birigui ou cangalhinha), infectado com o protozoário" (FONTE: FORT DODGE).

A ABC Animal pergunta: POR QUE A PREFEITURA DE BELO HORIZONTE DIANTE DE DUAS ALTERNATIVAS

A) EXTERMINAR CÃES - INCLUSIVE OS SADIOS -, UMA VEZ QUE O EXAME ADOTADO NÃO É ADEQUADO (SEGUNDO AFIRMAÇÃO DO VETERINÁRIO DR. MÁRCIO BRASIL);

B) COMBATER O MOSQUITO OPTA PELA PRIMEIRA?
E MAIS: COM REQUINTES DE CRUELDADE.....

A ABC ANIMAL CONTINUA PERGUNTANDO:
O LABORATÓRIO FORT DODGE DESENVOLVEU A VACINA LEISHMUNE, APROVADA E REGISTRADA PELO MINISTÉRIO DA AGRICULTURA SOB O NÚMERO 8627 EM 11 DE JUNHO DE 2003.
MAS......

NÃO HÁ APROVAÇÃO DO MINISTÉRIO DA SAÚDE. POR QUE ??????

2o. Informe LEISHMANIA: DOENÇA SOCIAL: A PBH e (a falta de ) Saneamento Básico

"ORAMOS AOS DOMINGOS PARA QUE POSSAMOS TER LUZ QUE GUIE NOSSAS PASSADAS NA TRILHA QUE PALMITAMOS; ESTAMOS SATURADOS DE GUERRA, O CONFLITO NÃO NOS SEDUZ; MESMO ASSIM É DOS MORTOS QUE NOS FARTAMOS." George Bernard Shaw - extraído do livro GOSTO SUPERIOR - capítulo 3 "Faze aos Outros..." - p. 27

" Segunda-feira, 18 de abril de 2005

MINAS BH tem 59 casos suspeitos de hepatite A - 06:59

Escola na Região Nordeste de Belo Horizonte suspende aulas por medida de segurança (Mariana Ramos/Estado de Minas)

Exames clínicos detectaram 59 casos suspeitos de hepatite A, na região Nordeste da capital, no fim de semana. Os centros de saúde Nazaré e Goiânia ficaram abertos para atender a comunidade do entorno da Escola Municipal Agenor Alves de Carvalho, onde dois alunos foram infectados. Nesta segunda-feira, a Secretaria Municipal de Saúde divulga o resultado dos exames laboratoriais, que podem confirmar a presença do vírus. As aulas estão suspensas na escola, por motivo de segurança, até quarta-feira, quando uma comissão apresentará um laudo, que identificará o possível foco da doença.

No domingo, 109 pessoas foram atendidas no Centro de Saúde Nazaré, sendo que 15 estão com suspeita da doença. No posto do bairro Goiânia, que está dando suporte ao atendimento, apenas um paciente foi examinado e a suspeita de hepatite A foi descartada pelos médicos. No sábado, o movimento também foi maior na unidade do Nazaré, que fez 100 atendimentos. Assustado com a notícia, Luciano Rodrigues levou sua filha Hayla Heloíza ao posto médico no fim de semana.

A diretoria da escola forneceu a lista das 138 pessoas que reclamaram dos sintomas, na última semana. Elas foram convocadas por telefone para comparecerem ao posto de saúde. Conforme a equipe de plantão, não só estudantes, mas funcionários, pais de alunos e vizinhos da unidade de ensino, assustados com a notícia, procuraram assistência. Todos foram avaliados, mas somente aqueles cuja contaminação é mais provável fizeram o exame de sangue.

No sábado, foi publicada a portaria, assinada pelo prefeito Fernando Pimentel (PT), que institui a comissão responsável pelo laudo. Foram nomeados os secretários municipais de Saúde, Helvécio Magalhães, da Educação, Maria do Pilar Lacerda, e de Políticas Urbanas, Murilo Valadares. Juntamente com suas equipes de trabalho, eles terão que apurar as causas de manifestação da hepatite A, na escola do município.

Sintomas
A Hepatite A é uma infecção causada por vírus e pode levar à morte pessoas já debilitadas. Os principais sintomas são febre, dor de cabeça, náuseas, vômito, urina escura e icterícia (pele e olhos amarelados). Hábitos de higiene básicos, como lavar as mãos após ir ao banheiro e evitar o compartilhamento de utensílios domésticos, são a melhor forma de prevenção.

HEPATITE A

TRANSMISSÃO :: Sua transmissão se faz basicamente por via oral-fecal, é provável que o homem seja o seu único hospedeiro natural. Sua propagação esta relacionada com o superagrupamento de pessoas, má higiene e más condições sanitárias.

VACINA Existe vacina para a hepatite A. A vacinação de adolescentes e adultos é de grande importância, pois a hepatite A nessas faixas etárias é, em geral, muito sintomática, com maior mortalidade do que nas crianças.

PREVENÇÃO: Melhorar saneamento básico, condições de higiene e vacinação da população.

Fonte: Tipos de hepatite - site:  www.amiphec.org.br Conforme se depreende da leitura da notícia reproduzida acima, a partir de meados do mes de abril temos sido surpreendidos com freqüentes notícias acerca de casos de hepatite.

Bem, a rigor, nada há neste fato que nos remeta à campanha LEISHMANIA : DOENÇA SOCIAL.

A não ser um detalhe: LEISHMANIOSE E HEPATITE advêm - ambas - de precárias condições sanitárias.

Emerge daí a seguinte pergunta: ESTARIA FALTANDO INVESTIMENTO EM SANEAMENTO BÁSICO? EM CONDIÇÕES BÁSICAS DE HIGIENE? ESTARIA, EM ÚLTIMA ANÁLISE, FALTANDO COMPROMISSO COM O CIDADÃO?

Segundo afirmação do Sr. Prefeito,

" O Município de Belo Horizonte apresenta índices elevados de cobertura por serviços de saneamento, quando comparados à realidade nacional. Por outro lado, não se pode dizer que a situação seja satisfatória, já que cerca de 10 mil pessoas ainda não recebem água tratada, mais de 300 mil não têm seus esgotos coletados, mais de 100 mil não são atendidas por coleta de lixo, 45 mil pessoas vivem em áreas sujeitas a riscos de deslizamentos de terra ou de inundação e a nossa realidade ambiental corresponde a córregos e canais poluídos. São os números do desatendimento, que se concentra nas populações de baixa renda, a realidade ambiental ainda perversa do Município e a nossa responsabilidade pública que nos impõem a tarefa, da qual não abriremos mão, de implementar nossa Política Municipal de Saneamento, pois acreditamos que assim estaremos no caminho que viabilizará saneamento para todos em BH. " (grifos nossos)

FONTE: www.pbh.gov.br (acessado em 27/04/05 as 14:55h)

Muito embora, como dito acima, decorram da mesma incapacidade do Poder Público em resolver questões primárias afetas à coletividade, a leishmaniose e a hepatite recebem tratamento diverso.

Senão, vejamos.

Diferentemente de um dos hospedeiros da leishmania (cão), o da hepatite (homem/ELEITOR/CONTRIBUINTE) não é enviado à câmara de gás. Pelo menos por enquanto.....

A ABC Animal pergunta: Qual é, efetivamente, a verba destinada à política de saneamento básico? E, sobretudo, QUAL É A VERBA DESTINADA - MENSALMENTE - AO CENTRO DE CONTROLE DE ZOONOSES?

VOCÊ, CONTRIBUINTE, ELEITOR, SABE QUANTO DE SEU ORÇAMENTO É DESTINADO AOS COFRES PÚBLICOS? Aguardem...

Fonte: http://www.abcanimal.org.br/fiqueligado/campanhas/leishmaniose.html

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