Benefícios da castração

Artigos  e Vídeos com Depoimentos de Veterinários

Castração: como ela pode proporcionar saúde e bem estar para cães e gatos

Dra. Gisela Mechlin Wajsfeld, Médica Veterinária

Sem dúvida que a castração, à primeira vista, assusta todos os proprietários de cães e gatos … “o quê? castrar ? tadinho!”.
Atualmente sabe-se que ocorre o contrário.
O animal sofre menos se for castrado, principalmente se a cirurgia for precoce, até os 6 meses de idade (ou seja, antes do primeiro cio das fêmeas e antes da completo desenvolvimento dos hormônios sexuais dos machos).
Por quê?
Há inúmeros trabalhos científicos veterinários que comprovam que machos e fêmeas, cães e gatos, castrados possuem uma maior expectativa de vida.

Tal fato deve-se a vários motivos.
A fêmea castrada antes do primeiro cio tem quase nula a chance de desenvolver tumores de mama quando tiver mais idade.

O tumor de mama é o câncer mais comum, principalmente em cadelas idosas.
Além disso, evita totalmente a possibilidade de tumores de ovário e útero, sem falar na piometra, infecção uterina que comumente afeta fêmeas em qualquer idade.
Sabe-se que a castração realizada até o quarto cio, diminui as chances da cadela apresentar os tumores de mama … por isso, quanto mais cedo melhor, porque o efeito da cirurgia, para este objetivo, diminui com a ação dos hormônios liberados nos cios.
Como se a prevenção de câncer não bastasse, temos também suprimidos todos aqueles sintomas de cio, como o sangramento, o inchaço da vulva, a gestação psicológica e a atração de machos pelas cachorras, além dos miados constantes, as tentativas de fuga e a inquietação típicos das gatas.
É comum as quedas de gatos, machos e fêmeas, dos apartamentos serem motivadas pelo cio (e claro, pela ausência de redes de proteção).
Para complementar ainda, a castração de fêmeas ajuda a prevenir o diabetes e não causa obesidade, que depende unicamente da alimentação e da atividade física do animal.
A castração na fêmea (OSH – ovário-salpingo-histerectomia) constitui-se na retirada dos 2 ovários e do útero, que é composto por 2 cornos uterinos e um colo, assumindo o formato de um Y.
No macho são retirados os dois testículos (orquiectomia total), permanecendo a bolsa testicular.
Em ambos os sexos a cirurgia, principalmente se realizada em animais jovens, é extremamente segura e não deixa o animal traumatizado.
No macho as vantagens também são inúmeras.



A castração previne totalmente a incidência de tumores testiculares e diminui consideravelmente o câncer de próstata, as hérnias perineais e a hipertrofia prostática, comum em machos idosos e frequente causa de infecções urinárias.

Além disso torna o animal mais comportado, diminuindo as fugas e brigas, levando a uma menor incidência de infecções e atropelamentos.
O macho castrado não vai marcar tanto o território através da urina e não fica “montando”, no caso dos cães, incessantemente na perna das pessoas e objetos da casa. O cão de guarda será ainda melhor, visto não se preocupar mais com cachorras no cio, concentrando sua atenção na casa e na família.
No caso dos gatos, o fato de diminuírem as brigas e cruzamentos, incorre na prevenção da AIDS felina … sim, os gatos podem ser portadores do FIV, levando a uma síndrome semelhante à humana. O vírus é transmitido pelo cruzamento e por mordidas, e ainda não há vacina disponível. (Observação: a AIDS felina é específica dos gatos e não é possível de ser transmitida ao homem de forma alguma, nem por mordidas, arranhões, lambidas ou contato com o sangue, urina, saliva e fezes dos gatos. O vírus causador da doença (FIV) é outro, não se constituindo em uma zoonose.)

Por experiência própria e relatos dos proprietários, posso afirmar que os animais só mudam seus comportamentos para melhor depois da cirurgia.
O animal castrado não perde a sua personalidade, pelo contrário, sem estar mais sujeito às ações dos hormônios sexuais, torna-se mais calmo e sociável, podendo se dedicar mais às brincadeiras com os donos e outros animais.
O animal não tem mais sua circulação restringida durante o cio, ficando assim acessível o tempo todo, mais saudável, mais feliz e mais companheiro, por muito mais tempo.
Não há comprovação científica de que o animal tenha que cruzar para ser normal, para desenvolver sua personalidade ou para prevenir doenças, que já vimos que é papel da castração.
Um animal que cruza agora não ficará satisfeito até o final de sua vida, tendo sua vontade renovada no próximo cio (ou motivada pelo cio das fêmeas da espécie – e machos sentem cheiro de fêmea no cio há quilômetros de distância!).
Não há condições de cruzar a fêmea todo o cio ou o macho todo mês.
Eles podem ficar mais calmos com o cruzamento, mas apenas temporariamente.
Não há trabalhos comprovando que uma ou mais gestações venham a prevenir o câncer na fêmea… a castração sim.
Além disso, como podemos garantir que vamos conseguir arrumar bons lares para todos os filhotes gerados?
Infelizmente, muitas pessoas não têm a responsabilidade de assumir um animal até o final de sua vida… 15 e até 20 anos!
*Além de visar a saúde e o bem-estar do animal “particular”, a castração é a solução para os animais “públicos”, ou seja, aqueles que são abandonados pelos donos e ficam pelas ruas à mercê de suas próprias sortes… ou será “azares”?  Gatos e cães são abandonados todos os dias… porque ficaram doentes, porque estão velhos, porque o dono não sabe lidar com eles ou simplesmente não os querem mais. Correm perigos, sentem fome, frio e medo, podem causar acidentes de trânsito. Em praças e parques públicos são abandonados ninhadas de filhotes recém-nascidos indesejados por seus donos. Os governos ainda promovem o sacrifício de cães e gatos como solução para o problema da superpopulação dessas espécies. Não promovem campanhas de castração e de educação para a guarda responsável; não fiscalizam o comércio ilegal – ações preconizadas pela OMS. Não existe habitat natural e nem lares suficientes para tantos cães e gatos.
Por todos os motivos citados e por todos os cães e gatos, com donos ou sem donos, a castração é, acima de tudo, um ato de amor!
*Parte do texto adaptado do original.


Dra. Gisela Mechlin Wajsfeld é Médica Veterinária – CRMV-SP 7250.
Fonte – http://www.vira-lata.org/doc9.shtml

Castração Precoce

Dra. Patrícia Arrais Rodrigues da Silva, Médica Veterinária*

Pesquisas recentes nos EUA indicam a castração antes da puberdade, e apresentam suas vantagens.
O objetivo do presente artigo é debater o assunto, questionando e discutindo se realmente existem efeitos negativos, geralmente atribuídos à carência hormonal.
A principal doença reprodutiva das cadelas e o tumor mais comum de cadelas sexualmente intactas são o tumor de mama.
Ele é o segundo tumor mais frequente em cadelas e o terceiro mais comum em gatas.
É provado que a sua incidência cai para 0,5% quando a cadela é castrada antes do primeiro cio, mas o efeito da castração na diminuição da incidência deste tumor vai diminuindo com o tempo, sendo que não se altera se a cadela for castrada após o segundo cio. Já nas gatas, a ocorrência de tumor de mama é sete vezes maior em fêmeas não castradas do que naquelas castradas.
Além dos tumores de mama, a castração precoce previne virtualmente quase todos os outros tumores relacionados ao sistema reprodutor, tanto em machos quanto em fêmeas, assim como outras doenças do sistema reprodutor.
Por exemplo, uma doença muito comum em cadelas e gatas, principalmente naquelas que receberam hormônios para evitar o cio, é o Complexo Hiperplasia Endometrial Cística (PIOMETRA), doença que se não for tratada a tempo, ou seja, se não for realizada a retirada do útero, pode levar à morte.
Custos
Economicamente, a cirurgia em filhotes é muito menos onerosa do que em adultos, pois consome menores quantidades de anestésicos e materiais em geral, sem ainda falar no tempo, pois a cirurgia é muito mais rápida do que no animal adulto.
Outra vantagem em se castrar filhotes é fazer com que, após a adoção, não exista o risco destes animais se reproduzirem e agravarem a questão da superpopulação, pois a maioria dos proprietários não está consciente do problema, e deixa seus animais se reproduzirem sem critérios. Quando se trata da fêmea, o quadro é ainda pior, pois muitas vezes o que vemos são os donos matarem os filhotes assim que nascem, ou jogá-los na rua para que morram ou sejam adotados, e quando eles sobrevivem, acabam tornando-se cães vadios, sem dono, passando fome nas ruas e transmitindo doenças para outros animais, e mesmo para as pessoas. O que fazer? Ser conivente com a carrocinha e o sacrifício em massa, ou adotar uma política consciente de castração?

MITOS E PRECONCEITOS

Embora com o conhecimento das vantagens que a castração precoce pode propiciar, ainda existe um receio por parte dos veterinários e da própria população em castrar animais jovens. Os principais problemas citados na literatura mais antiga, e que caíram na crença popular são citados e discutidos a seguir.
Retardo no Crescimento
A maturidade do esqueleto está muito relacionada à puberdade, e sofre ação direta dos hormônios sexuais, além de outros. Embora não essenciais, os hormônios sexuais influenciam em todo o metabolismo do esqueleto. Dessa forma, foi constatado que a castração precoce atrasa o fechamento das epífises ósseas, o que quer dizer que o animal permanece em fase de crescimento por mais tempo, e com isso tem estatura ligeiramente maior do que teria se não fosse castrado; além disso não ocorrer em todos os animais castrados antes da puberdade, este efeito não traz nenhum problema, uma vez que não estamos falando de padrões de raça em animais que participam de competições, pois os animais para exposição devem reproduzir.
Quanto ao maior risco de fraturas, nada foi comprovado a respeito e, na experiência dos autores onde mais de 13 filhotes castrados, entre cães e gatos, nenhum apresentou qualquer alteração significativa.
Obesidade
Foi provado, cientificamente, que aproximadamente 30% das cadelas castradas engordam devido ao aumento do apetite, e parece que o mesmo ocorre em gatas. Porém, se a ingestão de alimentos for controlada após a cirurgia, esse problema tende a diminuir.
Estudos realizados em ratos e seres humanos mostram que, se a castração for feita antes da puberdade, não há aumento na tendência à obesidade, e o mesmo foi comprovado em nosso estudo com cães e gatos, onde nenhum dos filhotes castrados engordou em demasia após a cirurgia.
Problemas de pele
Vários problemas de pele tem sido atribuídos à castração, como dermatites e queda de pêlos, mas nenhum trabalho comprovou que tais problemas fossem inerentes à castração, uma vez que animais não castrados também apresentam estes problemas.
Mudanças de comportamento
É da crença popular que animais castrados ficam mais mansos e preguiçosos. Vários trabalhos têm sido feitos comparando em competições o comportamento e performance dos animais que foram castrados após a puberdade, mas quando receberam a mesma alimentação e cuidados que os animais inteiros, não mostraram nenhuma diferença.
Por outro lado, com relação à “vadiagem”, ou seja, o fato dos animais (cães e gatos machos, principalmente) viverem fora de casa, procurando fêmeas no cio ou brigas com outros machos, estes hábitos diminuem em 90% dos casos após a castração, além de reduzir consideravelmente a agressão entre machos e a marcação de território com a urina. Vale ressaltar que outros tipos de agressividade, principalmente no caso de cães de guarda, não é afetada.
Concluindo, nenhuma diferença de comportamento nas brincadeiras, caça, monta, dominância e guarda, ocorre em animais castrados, seja precoce ou tardiamente.
Problemas urinários
Relativamente muito pouco se sabe com relação aos efeitos dos hormônios sexuais sobre o sistema urinário em cães e gatos.
Porém, sabe-se que os problemas antigamente atribuídos à castração, como aumento da predisposição à obstrução uretral em gatos, ou a incontinência urinária em cadelas, ainda merecem maiores esclarecimentos.
A incidência de obstrução uretral em gatos é a mesma em gatos castrados ou não, embora os mecanismos dessa patologia ainda não tenham sido esclarecidos.
Com relação à incontinência urinária em cadelas, ela pode ocorrer de semanas a anos após a cirurgia de castração, assim como em cadelas inteiras. Vários problemas anatômicos e fisiológicos estão associados ao problema, e não se tem ainda uma causa definida. Se há influência hormonal, não há evidências que sugiram que a castração precoce irá potencializar o problema.
Riscos anestésicos e cirúrgicos
Quando filhotes com menos de 12 semanas são anestesiados, atenção especial deve ser dada para o pequeno tamanho do paciente e as diferenças na distribuição, metabolismo e excreção dos anestésicos mas, de maneira geral, a cirurgia é feita em menos de 15 minutos nas fêmeas e 5 minutos nos machos, tornando-se bastante segura.
Predisposição a doenças infecto-contagiosas
Uma das maiores preocupações daqueles que adotam a castração precoce é saber como o estresse da anestesia e da cirurgia irá afetar a susceptibilidade a doenças infecto-contagiosas, como a Parvovirose ou a Cinomose.
Quando a cirurgia é feita até os 30 dias de idade, os filhotes se recuperam imediatamente após o término da anestesia, e já começam a mamar e brincar uns com os outros, mostrando que o estresse é mínimo, o que não ocorre em adultos, os quais sentem muita dor e às vezes passam um ou dois dias, após a cirurgia, muito apáticos e sem se alimentar.
De maneira geral vemos que a castração precoce só traz vantagens, e que é necessária a ajuda de todos aqueles que gostam de animais, para que possamos acabar com esse quadro horrendo que povoa nossas ruas e canis municipais, sempre lotados de cães à espera da morte.

*Dra. Patrícia Arrais Rodrigues da Silva é Médica Veterinária – CFMV-DF 0773, docente da UnB e participa de congressos internacionais.



Castração em Animais Jovens

Dr. Dick Rosebrock – Tradução de Cláudio de Godoy

Estudo comprova que a esterilização precoce previne doenças e aumenta a vida do animal.
Castração precoce, castração pré-pubescente, castração pediátrica, todas estas expressões se referem à mesma coisa, ou seja, à castração de cães e gatos antes do período normalmente recomendado e mais jovens.
Há anos os veterinários decidiram que o melhor momento para se castrar uma fêmea era logo depois que ela tivesse cria, alegando que a maternidade fazia com que as fêmeas amadurecessem.
Como os machos não dão à luz, eles não se adequavam a este requisito e, consequentemente, eram ignorados neste aspecto. Muito provavelmente por não se tratar de uma “coisa de macho”.
Mais tarde, descobrimos que, se as cadelas fossem castradas antes de terem cria, a incidência de tumores mamários cairia a zero e a recomendação passou a ser “castre-as um pouco antes do primeiro cio”.
A partir de então, a idade em que as cadelas deveriam ser castradas passou a ser entre 4 e 6 meses de vida.
Repetindo, como os machos não dão cria, os seus donos os “antropoformizavam”e relutavam em castrá-los.
“Por Deus doutor, será que o senhor quer impedi-los de se divertir?” Este tipo de comentário ainda é comum, infelizmente.
Geralmente eu pergunto a quem o faz se já presenciou uma cópula canina. É bastante desconfortável e não parece ser nem um pouco divertida para mim.
Acontece que machos, que sentem cheiro de fêmea no cio por perto, chegam a ficar sem dormir ou comer por vários dias.
Machos que são transportados e colocados repentinamente na presença de uma fêmea no cio chegam a ter convulsões.
Isto não me parece nada bom para o animal… e não é nada natural.
Cães machos eram castrados apenas para minimizar ou acabar de vez com a sua agressividade, pois o seu papel como reprodutores não era considerado como um problema.
Afinal, se a cadela do vizinho estivesse no cio, bastaria mantê-la trancada.
Pois bem, hoje os tempos são outros e mudamos o nosso modo de proceder.
Filhotes de cães e gatos abandonados estavam inundando o planeta e algo deveria ser feito.
O clamor público passou a ser “castre os seus cães e gatos”.
Mas, isoladamente, a castração não tem sido suficiente para acabar com a superpopulação de animais de estimação, pois os abrigos para animais continuam lotados.
E apesar dos abrigos públicos serem obrigados a ter uma verba para cobrir os custos da castração, entre cinquenta e sessenta por cento dos cães e gatos adotados não eram castrados e passaram a contribuir com o problema da superpopulação.
Discretamente, nos últimos vinte e cinco a trinta anos, uns poucos abrigos melhor administrados começaram a implantar programas de esterilização precoce e passaram a colher resultados positivos.
Se os animais fossem castrados antes de serem adotados, eles deixavam de contribuir para o problema da superpopulação.
Filhotes de cães e de gatos passaram a ser castrados com apenas seis a oito semanas de vida.
O desenvolvimento de novos anestésicos e de novas técnicas cirúrgicas fez com que este procedimento passasse a ser tão ou até mais seguro do que qualquer outro que costuma ser recomendável até os seis meses de vida.
Os pacientes mais jovens se recuperam mais rapidamente e têm uma incidência menor de complicações cirúrgicas e pós-cirúrgicas do que os seus pares mais velhos, pois possuem nenhuma ou muito pouca gordura corporal para sustentá-los, a incisão é menor, a duração da cirurgia é reduzida e a sua recuperação é bastante breve.
As pesquisas disponíveis sobre os efeitos físicos e comportamentais de curto e de longo prazo da castração pré-pubescente em cães e gatos demonstram a ausência de qualquer resultado adverso.
Com base nestas informações, a American Humane Association (Associação Humanitária Americana) apoia esta prática como uma solução viável para a diminuição da superpopulação de animais de estimação e da tragédia decorrente da morte de muitos deles.
A prática da esterilização precoce também é endossada pela American Veterinary Medical Association (Associação Veterinária Americana), pela American Animal Hospital Association (Associação de Clínicas Veterinárias Americana) e pela California Veterinary Medical Association (Associação Veterinária da Califórnia).
Pessoalmente, eu endosso este programa entusiasticamente.
Tenho participado ativamente do Programa de Castração Precoce desde 1984 e o realizei em aproximadamente mil animais.
Não constatamos nenhum resultado negativo e não perdemos um único animal em consequência deste procedimento!
Muito pelo contrário: os seus donos geralmente consideram estes animais como os melhores que já tiveram.
Existe a preocupação de que este procedimento precoce possa prejudicar o crescimento dos animais, mas, na verdade, as pesquisas demonstram que os cães se tornam um pouco maiores do que seriam caso não fossem castrados. Este fato se explica pela tendência dos ossos mais compridos de crescer por um período ligeiramente mais longo. Como este crescimento adicional não é causado por um crescimento mais acelerado, mas sim por um crescimento mais prolongado, isso significa que este fato é positivo. É sabido que, quando o processo de crescimento se desacelera em um período de tempo maior, a densidade e a força dos ossos aumentam.
Há anos, criadores têm vendido filhotes de cães de raça com um contrato impedindo a sua procriação ou exigindo a sua castração para evitar filhotes indesejados, mas o ‘contrato’ não tem garantido o nascimento de muitos cães em lares que só desejam ter um. Cães que jamais deveriam ter nascido acabaram nascendo. Já a castração pediátrica é 100% segura na garantia de que os animais não procriem. [...]

Dr. Dick Rosebrock – Texto adaptado da tradução de Cláudio de Godoy
Artigo original em http://www.danesonline.com/earlyspayneuter.htm
Fonte - http://www.focinhosgelados.com.br/modules/AMS/article.php?storyid=1



Expectativa de Vida Canina

Fowler Braga*

Uma pesquisa revelou um dado assustador: cachorros vivem, em média, 3 anos, mesmo tendo lares e donos responsáveis por eles.
Saiba o que fazer para seu cão viver muito além disso.

Agora, em janeiro, a imprensa divulgou um estudo publicado em meados de setembro do ano anterior demonstrando que a vida média de cães em São Paulo é de 3 anos.
Foi uma surpresa para nós que trabalhamos na proteção e defesa animal, pois os 2011 bichos que foram objeto do estudo estavam domiciliados e tinham um proprietário.

As três principais causas para a morte foram:
Doenças infecciosas: 35,11%
Neoplasias: 13,28%
Traumatismos: 13,08%

Embora o estudo tenha sido realizado em São Paulo, ele pode (com as devidas proporções) ser projetado para todo o país.
Os autores inclusive valeram-se de estudos similares realizados em outros países para estabelecer um padrão comparativo.

Veja os índices internacionais de expectativa de vida dos cães, bem superiores aos brasileiros (entre parenteses, o autor e ano de publicação):
Inglaterra: 11 anos (Mchell, 1999)
Dinamarca: 10 anos (Proschowski et al. 2003)
Suécia: 10 anos (Bonnete et al., 1997)
Estados Unidos: 9,9 anos (Bronson, 1982)
Japão: 8,3 anos (Hayashidani et al. 1998)

Voltando ao Brasil: nas conclusões do trabalho, que foi conduzido por quatro veterinários, com animais que morreram de 1995 a 2005, lemos:
“Este estudo permite concluir que a taxa média de sobrevivência dos cães no município de São Paulo foi de 36 meses de idade. Os animais de porte médio, grande e gigante tiveram maior longevidade que os cães de pequeno porte. Não houve diferença na taxa de sobrevivência dos animais em relação ao fato de apresentarem ou não raça definida. As fêmeas viveram mais que os machos e os animais castrados sobreviveram mais que os não castrados. As doenças infecciosas constituíram a principal causa da morte, seguida de neoplasias e traumatismos.”
Isso mostra o quanto ainda temos que aprender, ou no nosso caso, ensinar.
É inadmissível que um animal domiciliado, e tendo alguém que deveria ser responsável por ele, ter uma vida inferior a 15 anos.
A experiência no convívio com animais, no meu caso de 47 anos, mostra o contrário do que o estudo mostrou.

E por que?
Porque nos animais que convivi apliquei todos os pontos daquilo que chamamos de guarda responsável.
Mas vou me limitar a comentar o que o estudo mostrou.
O estudo apontou que 35% de animais morreram por doenças infecciosas, ou como chamamos doenças espécie/específicas como cinomose e parvovirose.
Em pleno século XXI é inaceitável que isso ainda ocorra, pois temos vacinas modernas, seguras e de custo acessível.

E por que as pessoas não vacinam seus cães?
Desconhecimento é o principal motivo.

10 atitudes para seu companheiro canino viver mais!
1. Muita gente ainda acredita que vacinar seus cães uma vez por ano, durante a campanha de vacinação contra a raiva é o suficiente. NÃO É!
Todos os cachorros devem receber a vacina múltipla (V8 ou V10) a partir dos 60 dias de vida.
2. Filhotes devem receber esta vacina com 60, 90 e 120 dias de vida e, a partir daí, renovar a vacinação anualmente.
3. A vacina de combate à raiva deve ser dada a primeira dose com 120 dias de vida e renovada anualmente.
4. A vacina múltipla custa entre R$ 40 a R$ 80, dependendo se é V8 ou V10 e em qual clínica for aplicada. Não existe um controle de preços.
5. Observe sempre se a clínica onde vai vacinar seu animal mantém as vacinas em câmara fria, com temperatura controlada e, principalmente, se existe um sistema que garanta fornecimento de energia para casos de queda de luz. Se a temperatura da câmara não permanecer entre 2ºC e 8ºC , a vacina perde totalmente o efeito.
6. Sempre leve seu animal para ser vacinado por um veterinário, que é a pessoa indicada e qualificada para fazer isso. Se o animal não estiver em condições perfeitas de saúde, e receber a vacina, ela poderá não ter efeito algum e ocorrer o que chamamos de “falha vacinal”. Basta um pequeno resfriado, ou uma pequena febre para que isso ocorra.
7. Animais castrados vivem mais do que animais que não são castrados.
8. A castração evita neoplasias de mama e útero nas fêmeas e de próstata nos machos. (neoplasia foi a segunda maior causa das mortes constatada pelo estudo)
9. A castração evita a pseudociese ( pseudoprenhez ou gravidez psicológica), que causa grande desconforto nas cadelas, além de as predispor a uma neoplasia.
10. Outra vantagem dos animais castrados é a diminuição da fuga deles e suas conseqüências: atropelamentos, brigas entre machos, etc (lembrando que traumatismo foi a terceira maior causa de morte, segundo o estudo)

Pequenos e grandes
A pesquisa revelou menor longevidade em animais de pequeno porte.
Mais uma vez, temos aqui sinais claros de desinformação.
Na prática que vivemos em proteção animal é exatamente o contrário.
Animais menores tem longevidade maior.

E por que no estudo mostrou o contrário?
Tudo leva a crer que a maior incidência de animais de pequeno porte pela verticalização da cidade.
E muitos destes animais podem ter sido adquiridos de fontes não seguras, por exemplo, das feiras de filhotes que estão espalhadas pelas cidades.
Na semana passada eu recebi uma reclamação de uma proprietária que adquiriu um filhote de Yorkshire com 60 dias (segundo o vendedor) e que após uma semana manifestou cinomose.
O vendedor alegou que o animal já havia recebido duas doses de vermífugo e três de vacina espécie/específica.

Como?
Apesar de tecnicamente incorreto e impossível, se o animal houvesse realmente recebido todas estas vacinas, provavelmente não teria sobrevivido em função de um choque vacinal. Embora não seja possível provar, nossa experiência mostra que houve má fé e, talvez, até a falsificação da carteira de vacinação.
Digo “talvez” pois não tivemos em mãos a carteira de vacinação, apenas o relato da proprietária.
Mas posso garantir que recebemos informações como esta com relativa freqüência.

Qual a saída então?
Conscientização, informação, educação para a guarda responsável e, principalmente, cobrar do poder público o seu comprometimento onde lhe diz respeito.
Exatamente: cobrar do poder público, pois existem leis que protegem os animais e seus donos.
Mas falarei sobre isso na próxima coluna.
A adoção das medidas sugeridas neste artigo, com certeza, em médio prazo, aumentará a longevidade de nossos amigos caninos.

*Fowler Braga é engenheiro, fundador do projeto Focinhos Gelados e, principalmente, o melhor amigo do cão. www.focinhosgelados.com.br
O Projeto Focinhos Gelados tem feito desde 2004 palestras de conscientização junto a alunos do ensino fundamental e, desde 2006, é parceiro do programa Escola da Família, onde apresentamos o programa “Animal saudável é o bicho! “, que em 2008 terá um grande impulso com a formação de 410 multiplicadores.
Fonte  http://itodas.uol.com.br/Portal//casa_e_comida/bichos/materias/materia.itd.aspx?cod=2826&canal=27

Junho de 2013

Veterinária fala sobre os Benefícios da Castração para Cães e Gatos (machos e fêmeas)

http://www.gazetadasemana.com.br/noticia/1161/castracao



Benefícios da Castração para Cães e Gatos

O fato de que há uma superpopulação de animais domésticos perambulando pelas ruas é incontestável. Em qualquer lugar que andemos é notória a presença de cães e gatos sem lar.
Em busca de uma saída rápida para evitar danos à saúde pública, as autoridades  recorrem a uma solução equivocada: o sacrifício dos animais recolhidos das ruas. Às vezes, estes animais têm saúde plena e são mortos pela falta de consciência por parte do poder público de que existem outros meios – menos sofridos e mais humanos – de prevenção. Essa prática arcaica dos Centros ou Departamentos de Controle de Zoonozes das cidades ignora os dados estatísticos que provam que o extermínio de cães e gatos não resolve o problema da superpopulação e não impede que outros nasçam.Felinos se reproduzem de 3 em 3 meses, e o caninos de 6 em 6 meses.
Em seis anos, uma cadela e seus descendentes podem gerar cerca de 60.000 filhotes – estimativa que aumenta muito quando se trata de gatos.Cães e gatos que vivem nas ruas são acometidos por doenças graves e fatais de suas espécies (que seriam evitadas pela vacinação adequada), passam fome e frio, sofrem ou causam atropelamentos e acidentes de carro.
Mesmo os domiciliados, quando saem às ruas para “dar uma voltinha”, estão sujeitos aos mesmos perigos. Há doenças de cães e gatos que não são evitadas pelas vacinas e são difíceis e onerosas de cuidar, quando não são fatais.
Portanto, o lugar de cães e gatos não é nas ruas, é dentro de nossas casas: guardados, amados, cuidados e protegidos dos perigos.
ANTICONCEPCIONAIS NÃO! Anticoncepcionais são os principais causadores do aparecimento de tumores e doenças como diabetes e infecção uterina.

BENEFÍCIOS DA CASTRAÇÃO EM CÃES E GATOS
FÊMEAS
PROCEDIMENTO: retirada dos ovários, tubas uterinas e útero
BENEFÍCIOS
– evita infecção uterina – Piometra, doença que atinge 60% das fêmeas
– se realizado antes do primeiro cio, diminui em até 95% as chances de tumor de mama
– evita gravidez indesejada, fugas de casa, e outros incômodos com o cio (como a “miação nervosa” das gatas)
– evita o abandono de crias inteiras, quando indesejadas

MACHOS
PROCEDIMENTO: retirada dos testículos.
BENEFÍCIOS
– evita brigas por disputa territorial
– evita/diminui demarcação com urina em todos os lugares da casa
– diminui muito o cheiro forte da urina dos gatos
– previne tumores de próstata, e consequentemente hérnias perineais
– evita que eles fujam de casa atrás de fêmeas no cio

BENEFÍCIOS PARA AMBOS
– aumenta a expectativa de vida e diminui os riscos de doenças
– evita a “continuidade” de doenças hereditárias, tais como hérnias em geral, luxação de patela, displasia coxo-femural
– cães que saem à rua: por não cruzarem, evita as chances de adquirir TVT, tumor venéreo transmissível.Quanto mais precocemente for feita a castração, maior a garantia de todos os benefícios citados.
Para usufruir de todos os benefícios, a cirurgia de castração pode e deve ser feita a partir dos 2 meses e antes dos 5 meses, antes do amadurecimento dos hormônios sexuais.

E pode ser feita em qualquer idade.

A cirurgia é feita com o animal sedado (anestesia geral).
O pré-operatório exige apenas algumas horas de jejum.
Os cuidados com o pós-operatório são essenciais para o sucesso da cirurgia. Deve-se dar os medicamentos prescritos pelo veterinário, além de seguir suas recomendações. Quando mais precoce a cirurgia, mais rapidamente o animal se restabelece.
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Fonte – www.olharanimal.net
Notícia


Esterilização é aprovada como controle de natalidade de cães e gatos

Da Agência Senado – COMISSÕES /Constituição e Justiça – 14/05/2009 – 14h26
A esterilização cirúrgica foi aprovada nesta quinta-feira (14) pela Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania (CCJ) como método de controle de natalidade de cães e gatos.
Pela proposta, que segue agora para análise do Plenário, fica proibida a utilização de qualquer outro tipo de procedimento veterinário para esse fim, inclusive o extermínio de animais.
O projeto de lei da Câmara (PLC 4/05) prevê ainda que a esterilização será executada mediante programa em que seja levado em conta estudo que aponte a necessidade de atendimento prioritário ou emergencial, em face da superpopulação ou quadro epidemiológico; o quantitativo de animais a serem esterilizados por localidade, com base na necessidade de redução da taxa populacional; e ainda o tratamento prioritário a comunidades de baixa renda.
Também está prevista a realização de campanhas educativas com noções de ética sobre a Guarda Responsável de Animais Domésticos, bem como a celebração de parceria entre unidades de controle de zoonoses, entidades de proteção de animais e clínicas veterinárias para a realização da esterilização.
Em seu parecer favorável à aprovação do projeto, o senador Almeida Lima (PMDB-SE) alterou parte da matéria que previa a contrapartida dos municípios em 10% das despesas necessárias para a implementação do programa.
Pela proposta aprovada, essas despesas correrão integralmente por conta da seguridade social da União e serão administradas pelo Ministério da Saúde, por meio do Fundo Nacional da Saúde.
“O controle da natalidade de cães e gatos circunscreve-se às atividades de controle de zoonoses e tem repercussão importante e imediata na saúde pública em geral, razão pela qual o presente projeto de lei é, no mérito, de grande valia” – comentou Almeida Lima, em seu parecer, lido pelo senador Antônio Carlos Junior (DEM-BA).
Fonte: Agência Senado
Data de Publicação: 14 de maio de 2009
Fonte – http://www.senado.gov.br/agencia/verNoticia.aspx?codNoticia=91038&codAplicativo=
Vídeos


Depoimentos de Veterinários sobre os Benefícios da Castração

Vantagens da Castração Precoce de Cães e Gatos – (6’43”)
Dra. Rita Garcia
https://www.youtube.com/watch?v=3VcgBnW1ZUA#t=14
Os Benefícios da Cirurgia de Castração – (6’23”)
Dr. Wilson Grassi
https://www.youtube.com/watch?v=xrI2KDBNNuw
Castração de Cães e Gatos Jovens e o Controle Populacional –  (2’01”)
Dr. Néstor Calderón
https://www.youtube.com/watch?v=PgfzqWdobL0
Doar Sem Castrar Compromete… –  (4’11”)
Dra. Ingrid Eder
https://www.youtube.com/watch?v=QH7rnvSQd54#t=146
Castração Pré-Adoção é Regra em Abrigos nos EUA – (3’43”)
Dr. Vinicius Perez
https://www.youtube.com/watch?v=-wKDGWEqUp0
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SOBRE O COMÉRCIO DE CÃES E GATOS “DE RAÇA”

Artigos
Cães “de Raça”
http://www.olharanimal.net/adocao/artigos/98-voce-faz-questao-de-um-cao-de-raca-pense-duas-vezes
Gatos “de Raça”
http://www.olharanimal.net/adocao/artigos/97-gatos-claro-mas-por-que-de-raca

Vídeos
Segredos do Pedigree
http://www.youtube.com/watch?v=cpakSi010n4
Fábricas de Filhotes
http://www.youtube.com/watch?v=mUyfrA3Z6hQ

Lei
“Cães e Gatos devem estar castrados e vacinados antes de venda ou adoção.”

Na cidade de São Paulo, a Lei 14.483 de 2007 dispõe sobre a venda e adoção de cães e gatos.
Só canis e gatis registrados e regularizados junto à Prefeitura podem atuar.

Denúncias de vendedores ilegais devem ser feitas à Prefeitura pelo telefone 156.


ONDE CASTRAR

Castração Gratuita
São Paulo
www.robertotripoli.com.br/site/images/tabela-castracao.png
Outras Cidades e Estados
http://www.gatoverde.com.br/castracao/castracao-gratuita/

Fonte: http://www.gatoverde.com.br/castracao/beneficios/

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